Crítica: Liga da Justiça (2017)

Surpreendidos novamente!

IMG-20171115-WA0002

Ambientado depois dos acontecimentos de Batman Vs Superman (2016), A Liga da Justiça que estréia nessa quarta  feira, dia 15 é o filme que reúne alguns dos heróis que foram apresentados nos filmes mais recentes da franquia.

No longa, Batman (Ben Affleck) percebe que o mundo sofre uma ameaça maior do que as que já foram enfrentadas antes, e junto com Diana Prince, a Mulher Maravilha (Gal Gadot), resolve unir outras pessoas com habilidades extraordinárias para salvar o mundo.

Tanto Batman, quanto Diana já foram apresentados em seus respectivos filmes, os outros heróis que integram a Liga ainda não ganharam filmes próprios (O filme do Aquaman está previsto para o ano que vem e o do Cyborg para 2020), assim A Liga da Justiça fica responsável por isso. O filme faz isso de maneira clara, mesmo para quem é leigo sobre a saga e não se torna cansativo. O único personagem que não tem uma explicação muito clara (embora ela esteja sim, presente) é o Flash(Ezra Miller).

O filme é dirigido por Zack Snyder (Watchmen, 300, A Mulher Maravilha), que é famoso pelas cenas em Slown Motion. A Liga da Justiça é repleta delas, praticamente todas as cenas do Flash usam esse recurso. Em alguns momentos, elas se fazem necessárias e se tornam até bonitas, mas em duas horas de filme, algumas delas são um excesso(daí a minha razão para não ter dado nota maior).Por outro lado, logo no começo do filme, temos uma cena muito bonita com a musica Everybody Knows, na voz de Sigrid, que me lembraram muito algumas das seqüências de Watchman.

152559_2

Os personagens do filme funcionam bem e tem uma boa química entre eles. Batman, A Mulher Maravilha e o Superman(Henry Cavill) tem mais destaque no filme e tem relações mais desenvolvidas não só com os personagens da liga, muito porque já os vimos em outros filmes. Flash é colocado no filme como um alivio cômico e dá certo, o personagem é divertidíssimo e ator está muito bem. Ele também é o integrante mais jovem da Liga, o que aproxima ele de um público adolescente.

As piadas e os trejeitos do Flash são ótimos, mas outras piadas colocadas na boca de outros personagens não funcionam tão bem. O filme usa de algumas referências da cultura pop que modernizam esses personagens e os tornam mais próximos da audiência atual, o que acaba dando um ar de modernidade para a longa todo.

Em relação aos aspectos técnicos do filme, os efeitos são muito bem feitos e convencem. A fotografia é especialmente bonita, o filme tem cenas no mar e em beira-mar, que são de tirar o fôlego. A trilha sonora conta com musicas pop, que combinam bem com as cenas onde elas são inseridas, deixando a experiência bem divertida.

Outra coisa interessante do filme é que os heróis são mostrados em alguns momentos como humanos, especialmente aqueles que acabam de se juntar a Liga. Flash demonstra medo em algumas situações, mostrando que mesmo uma pessoa com habilidades especiais pode se sentir insegura em determinados momentos.

De uma maneira geral, o filme funciona bem. Ele tem começo, meio e fim e mesmo assim deixa um gostinho de quero mais para uma possível (e provável) continuação. Os personagens são carismáticos e o filme é bem divertido quando deve ser e tem boas cenas de ação. Também é informativo na medida certa, sem se tornar cansativo, dessa maneira, tem potencial para agradar tanto os fãs, quanto os leigos.

É bom avisar que o filme tem duas cenas pôs créditos, uma que cai mais no gênero da comedia e outra que nos dá uma pista do que pode acontecer em filmes futuros, então é bom esperar até o ultimo nome aparecer na tela.

AVALIAÇÃO
Fernanda Cavalcanti
Formada em cinema, apaixonada por literatura, divide seu tempo livre entre ler, escrever e dançar. Gosta especialmente de terror, mas lê/assiste de tudo. Também escreve para o blog Além da Toca do Coelho.