Crítica: Liga da Justiça Sombria

O ano começa bem com mais uma animação de classe da DC

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Já faz tempo que a indústria percebeu a mina de ouro que os super-heróis se tornaram nos últimos anos e tem investido pesado nesse sentido. Esse investimento tem permitido inclusive que sejamos apresentados a personagens diferentes daqueles famosos as quais estamos acostumados, isso resulta em novas participações e novas adaptações para personagens que nasceram todos no berço dos quadrinhos, mas apenas uma parcela recebeu destaque suficiente para que fizesse valer à amostra, e muitas vezes nem chegaram a valer de fato. Mas no meio de uma guerra de produtoras entre licenças e patentes, até onde nossos personagens podem aparecer juntos ou quando será que vamos poder acompanhá-los em uma versão animada, ou até mesmo com atores reais? A DC é famosa por trazer animações de qualidade e começa o ano com Liga da Justiça Sombria, tema da crítica de hoje.

Se o clima da animação, sombrio e obscuro, que não fossem o suficiente para dar jus ao nome, personagens interessantes vão aparecer para resolver um problema que ataca a cidade. As pessoas aparecem alucinadas, enxergando monstros ao invés de pessoas a sua volta, fazendo com que inúmeras mortes ocorram. Inicialmente a Liga da Justiça aparece e tenta lidar com ameaça mas, percebe de cara que o problema está além dos poderes incríveis do Anel do Lanterna-Verde ou da super-força da Mulher-Maravilha, advindo da magia, seria necessário uma equipe que entenda do assunto para lidar com ameaça, ou melhor, uma Liga.

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Claro que um super-herói não poderia faltar para dar peso a composição e quando o Batman surge, iniciando o recrutamento dos heróis que vão compor a Liga da Justiça Sombria e até o momento final da animação, a trama ganha uma outra energia, uma vez que o personagem fica responsável por grande parte do caráter cômico da animação, mesmo muitas vezes não fazendo nada. Se já é difícil imaginar como ele consegue combater os vilões interplanetários junto a Liga da Justiça, vê-lo diante das batalhas que envolvem magias disparadas de todas as formas possíveis pela tela chega a ser hilário. A apesar de não controlar os mistérios da magia, mostra que sua participação, em qualquer grupo que for, faz a diferença.

O segundo cara é popular e parece que recebeu um buff de poderes nesse arco. Quando John Constantine começa a desvendar o enigma sobre a ameaça da cidade, percebemos que o galã anti-herói se tornou uma espécie de Doutor Estranho, com magias que até onde eu me lembro dos quadrinhos, ele não tinha poder para exibir. Caso algum arco que não acompanhei explique os “novos” poderes de Constantine, então a coisa ficou bonita porque de longe ele deixa de ser um coadjuvante a participa quase como protagonista principal dessa animação. Alimentando a fome das trevas dos fãs de Hellblazer.

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E se juntar esses dois caras já não fosse o suficiente, você ainda vai poder acompanhar a história de Jason Blood e seu outro lado Etrigan, Boston e suas possessões, Zatanna e suas poderosas magias e o Monstro do Pântano em uma participação interessante. Os dois primeiros tem um trecho de sua história apresentada na animação, infelizmente Zatanna e o Monstro do Pântano não possuem esse trechos peculiares, mas têm suas deixas e fazem por merecer.

Apesar da boa composição, o vilão deixa a desejar, assim como a trilha sonora e a resolução final da trama. De qualquer forma, é sempre prazeroso ver personagens diferentes trabalhando junto com nossos personagens favoritos do mainstream, fora isso, a animação precisaria ser um pouquinho mais sombria para merecer mais.

E você? O que achou de Liga da Justiça Sombria?

Luan Bião
Sou co-fundador da parada e hoje responsável pela infraestrutura, pelos projetos, códigos e por manter o barco andando. Por isso, você vai me ver em quase todas as áreas aqui do site, desde do jornalismo das matérias até as edições de vídeos e podcasts. Acredito que um dia vou conseguir reunir o time dos sonhos e buscar o One Piece e já estou chegando perto.