Crítica: O Poderoso Chefinho

Empresas, crianças e cachorrinhos…

poderosochefinho3

O amor de nossos pais é um dos primeiros sentimentos que nos confundem e a Dreamworks Animation resolveu representar isso por intermédio de Tim, protagonista do filme O Poderoso Chefinho, que terá que conviver com seu novo irmão e nesse processo aprender mais sobre família, amizade e negócios.

Enquanto Tim vive no conforto de ter toda a atenção de seus pais, também podemos confortavelmente receber as vozes de Tobey Maguire e Miles Christopher, que parecem não precisar de muito esforço para dar personalidade ao personagem. A animação é muito parecida com aquela vista anteriormente em Os Incríveis (The Incredibles) ou em Cada um na sua Casa (Home), mas consegue, por meio de detalhes significativos, dar todo o sentimento que a animação precisa para falar sobre um assunto complicado para os pequeninhos, similar ao trabalho feito em Cegonhas (Storks).

As músicas, as histórias, a comida na boca e todas as vantagens de ser um filho único vão embora no momento que o novo irmão chega, de taxi, com uma maleta na mão. Nesse momento a primeira pergunta de Tim e de muitas crianças acaba sendo respondida, afinal, de onde vem os bebês? O filme trata isso de maneira cômica e consegue representar muito bem o universo da animação, junto a fábrica de bebês e a justificava inteligente para o nosso bebê gerente ou melhor dizendo, chefinho.

poderosochefinho

Grande parte do que virá a partir de então, será transformado em um ambiente corporativo onde o Bebê Chefe exibe suas estratégias de condicionamento humano e mostra como consegue dominar qualquer situação com facilidade, inclusive com o novo desafio imposta pela empresa: impedir que a fofura de um cachorro, que está para ser desenvolvido pela empresa dos pais de Tim surja e acabe de vez com o ramo dos bebes.

O que no começo parte de um confronto entre duas crianças buscando território familiar, começa a tomar forma de uma maneira diferente para ambos e para quem os assiste, quando a cada novo desafio enfrentado por ambos rumo a separação – para um significa o retorno da atenção total dos pais e para o outro a promoção na empresa dos bebês – faz com que ambos se tornem mais próximos e mostrem reflexões sobre amizade, família e amor. Similar ao que você já deve ter visto em Toy Story.

poderosochefinho2

A animação mostra diversos elementos cômicos para dar uma quebrada nesse peso todo de comoção e acordar todos os dias com um Gandalf na cabeceira deve se tornar um desejo imediato seu quando você ver. Apesar disso, em certo momento a história vai parecer gasta e poderia ser mais completa se fosse dado aos cachorros conceito similar aos dos bebês (talvez na continuação?) teríamos um Dogs vs Babys interessante. O título brasileiro também não acertou muito bem, ele é um empresário e não um gangstar, mas isso é um detalhe que vai lhe passar longe quando ouvir Alec Baldwin dar vida ao bebê com maestria.

Esse mesmo bebê será o responsável por criar o amadurecimento dos personagens e junto com as piadas corporativas cria uma sensação de fantasia quase que real, vai ser difícil não suspeitar do seu irmãozinho quando ele aprontar alguma depois de assistir essa animação

AVALIAÇÃO
Título Original: The Boss Baby
País: Estados Unidos
Duração: 1h36min
Lançamento: 30/03/2017
Direção: Tom McGrath
Elenco: Tobey Maguire, Alec Baldwin, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow...
Produtora: DreamWorks Animation
Luan Bião
Sou co-fundador da parada e hoje responsável pela infraestrutura, pelos projetos, códigos e por manter o barco andando. Por isso, você vai me ver em quase todas as áreas aqui do site, desde do jornalismo das matérias até as edições de vídeos e podcasts. Acredito que um dia vou conseguir reunir o time dos sonhos e buscar o One Piece e já estou chegando perto.