Crítica: Série Preacher

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Junto com Constantine e Lucifer, Preacher é uma das HQs pesadas da Vertigo que trata de trazer junto com seus traços e seu enredo elementos que perpetuam dúvidas na humanidade há anos. A ideia de ter um padre como protagonista e ainda mais sobre as circunstâncias as quais ele se encontra são geniais. Percebendo a qualidade da HQ o canal a cabo AMC resolveu adaptar os quadrinhos para o formato de seriado e temos disponível o primeiro episódio da série que está chegando

Em uma cidade do interior um rapaz retorna depois de alguns anos afastado com o  objetivo de honrar a promessa que fez ao seu pai: não se meter mais em roubos e assassinatos. Assim, decide largar tudo e se torna um padre, ou tenta pelo menos.

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Ao longo dos anos que tem atuado o padre se depara com todos os tipos de situações: fieis e seus problemas chatos, pessoas desconfiguradas, violência domiciliar. Mas nenhum desses problemas vai ser tão complicado como o seu próprio: confiar na existência de Deus.

Diante de todas as coisas as coisas ruins convive no seu dia a dia e observa o perecer do mundo, Jesse Custer, procura uma resposta na palavra divina mas essa resposta não vem.

Atéééééé que de repente. Após uma série de acontecimentos onde padres explodem inexplicavelmente em igrejas, Custer, prestes a desistir das pregações, passa por uma experiência que lhe garante um poder um tanto quanto curioso: ele fala, as pessoas obedecem, aqui começa a diversão. Primeiro porque as pessoas seguem a risca o que ele fala, o que gera situações engraçadas como quando ele manda um cara sair andando e ele vai, para sempre ou então quando diz para um cara abrir seu coração para a mãe e ele literalmente, faz isso.

Se seu poder já não fosse over ele ainda fará amizade com Cassidy, um rapaz caótico cheio de poderes (descubra você mesmo como e quais), Tulipa, uma garota boa de briga e o Cara de Cu, rapaz simpático com uma característica exclusiva. Em paralelo, pelo menos na HQ, personagens fantásticos como Lúcifer e o Santos dos Assassinos surgem, momentos que valem uma série toda (se for adaptado).

O primeiro episódio da adaptação representa muito bem a HQ, apesar de trazer dúvidas ao espectador. Ao passo que as lutas (desnecessárias) são razoavelmente montadas, a trilha sonora é simplesmente sensacional (vide Jhonny Cash). Enquanto as histórias dos personagens foram comprimidas nesse episódio de maneira desesperada, as cenas que incluem cada um dos personagens – Cassidy pulando do avião, Bunda-de-Fora em seu quarto e Tulipa derrubando um helicóptero com uma bazuca feito por crianças que ela acabou de ensinar (EITAAAAAAA) – funcionam muito bem para trazer o espírito do personagem.

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Enquanto os efeitos especiais são bem trabalhados para mostrar os efeitos nos cenários ou dos personagens, a tipografia estilo Faroeste antigo tentou dar um ar Tarantiano (do verbo Tarantino) e que não ficou muito bom. O ator tem uma boa interpretação mas não traz o ar do Jesse dos quadrinhos para a tela, infelizmente. Não percebi nenhuma mudança brusca na adaptação até agora e espero não me decepcionar com essa série e você?

Nota Geral
Não é um episódio que vai lhe trazer desespero para ver o próximo, porém, de todas as séries que assisti ao longo dos últimos anos e que tentam adaptar os personagens dos quadrinhos para tela esse foi aquele que trouxe mais elementos fiéis, junto com uma fotografia ás vezes exagerada mas que manda embora aqueles que não gostam do estilo, atitude corajosa e que da credibilidade ao seriado. Vale a pena ver!
Luan Bião
Sou co-fundador da parada e hoje responsável pela infraestrutura, pelos projetos, códigos e por manter o barco andando. Por isso, você vai me ver em quase todas as áreas aqui do site, desde do jornalismo das matérias até as edições de vídeos e podcasts. Acredito que um dia vou conseguir reunir o time dos sonhos e buscar o One Piece e já estou chegando perto.

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