Crítica: Stranger Things, 1ª Temporada

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A Netflix está criando e disponibilizando conteúdos mais rápido que um coelho procria! E, em meio a tantas novidades, algumas pérolas passam despercebidas, obscurecidas nas sombras de outros títulos já consagrados da casa como House of Cards, Orange is the New Black e as séries em parceria com a Marvel. E do meio dessas sombras surgem algumas coisas estranhas… Ou melhor, Stranger Things, título da série que teve seu debute na última sexta-feira.

A série esteve no escuro a maior parte de suas gravações e produções, somente recentemente tendo mais destaque nas redes e propagandas do canal de streaming. E que grata surpresa! Stranger Things é uma série que o espectador precisa evitar quaisquer detalhes da trama para que tenha a melhor experiência com o tema proposto. Afinal, era assim que era feito nos anos 80, década em que se ambienta o enredo da série.

Não só é ambientada nesta época, como é uma ode aos clássicos dos anos 80 que conquistaram gerações. Está lá: Uma carta de amor a Spielberg, Goonies, Stephen King e aos RPGs! Impossível não notar referência desses e outros clássicos e, principalmente, porque os irmãos criadores da série, Matt e Ross Duffer, até então desconhecidos, não tentaram esconder nenhuma referência. Pelo contrário: Abraçaram com maestria os clichês e criaram um roteiro envolvente do início ao fim!

A história é simples: Na cidade de Hawkins, um garoto, Will Byers, desaparece misteriosamente em uma noite enquanto voltava para casa após uma partida de RPG com seus amigos. Sua mãe, Joyce Byers – interpretada por Winona Ryder em um excelente retorno aos holofotes -, começa a procurar pelo seu filho. Em Hawkins, 99% das crianças desaparecidas estão na casa de algum parente ou amigo, mas Joyce se preocupa com aquele 1% vagabundo.

Enquanto isso, os amigos de Will – Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) – também iniciam suas buscas pelo jovem e encontram Eleven (Millie Bobby Brown) no local de desaparecimento do garoto. Pronto! Isso é o que o trailer e a sinopse te conta e o suficiente para que comece a assistir.

A produção executa muito bem o que Super 8, de J. J. Abrams, tentou fazer: homenagear Spielberg e outros clássicos dos anos 80. O enredo é muito bem amarrado e possui todos os elementos que consagraram os clássicos da época: Nerds-heróis, criaturas, poderes/sobrenaturalidade e uma trilha sonora SEN-SA-CIO-NAL.

O elenco principal adulto entrega uma atuação convincente e envolvente: Você se sente comovido e com pena do drama da mãe que busca por qualquer sinal do filho, mesmo que pareça estranho! O elenco infantil não deixa a desejar! O casting foi fantástico. Os três amigos (Mike, Dustin e Lucas) possuem uma química muito boa em cena e são responsáveis pela cena que fará muito marmanjo ficar nostálgico: a partida de RPG! Mas a melhor atuação é, disparado, de Millie Brown como a garota Eleven. Ela não possui muitas falas, porém usa muito bem as poucas que tem, e se expressa formidavelmente bem, o que torna o drama de sua personagem crível e a “ameaça” que ela representa mais palpável.

E nada disso teria dado certo se não fosse o roteiro muito bem escrito e coeso dos irmãos Duffer, assim como a direção, capazes de criar um ótimo suspense, amarrar todos os núcleos da série com a trama principal e nos manter fisgados do começo ao fim. Stranger Things não tem exageros e deixa poucas pontas soltas para a próxima temporada – excelente para quem não gosta Cliffhangers tensos e abertos demais -, mas certamente deixa muitos órfãos que aguardam ansiosos por mais notícias da cidade de Hawkins ou do Mundo Inverso.

Stranger Things, 1ª Temporada
País: EUA

Lançamento: 15/07/2016

Criada por: Matt & Ross Duffer

Escrita e Dirigida por: Matt & Ross Duffer

Elenco: Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton
Adelmo Júnior
Amante da sétima arte e sonhador incontrolável, sou apenas o inverso do verso aposto. De Westeros pra Gotham, através do multiverso, fazendo uma curva no Restaurante do Fim do Universo, parei pra tomar uma vitamina enquanto aguardo minha carta para Hogwarts.
Um Lunático, fanático, enfático e (por vezes) enigmático!
  • Tadashi Jr. Suto

    Comecei a assistir no Sexta e terminei Sábado.. Du Kraleoooooo….

  • só aumentando expectativa para assistir, começo essa maravilha no sábado!!

  • Lelis

    depois dessa, vou até começar a ver…..