De que forma você escuta música hoje?

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Eu não botava fé no streaming de aúdio e não era o único. Quando o Spotify chegou ao Brasil, um dos países onde a pirataria mais come solta, milhares de MP3, blogs e afins estavam  no auge do compartilhamento, então seria possível fazer sucesso?

A proposta era estranha e a forma como estávamos nos aprimorando no submundo ajudava a criar essa distinção. Aplicativos como Kazaa, Emule e seus pares estiveram durante anos no topo de downloads de sites famosos como Baixaki e Superdownload (que inclusive parece que foram corrompidos e hoje são os últimos sites que vou para fazer um download) enquanto sua sequência foi dada por sites como Megaupload, Rapidshare e até os recentes Abelhabox e Minhateca, que espertos, abriram durantes alguns meses o upload e download de arquivos de maneira liberada para logo na sequência implementar o plano comercial deles, cobrando por MB de download o acesso aos arquivos. Espertos não?

Na sequência temos a expansão da mobilidade e o costume cada vez maior dos usuários com a tecnologia, somados diretamente com a evolução da iteração dos elementos internos das aplicações que hoje sabem como filtrar o conteúdo e levá-los aos seus usuários, isso tudo é um catálogo de sabores que o Spotify traz a seus utilizadores, junto com outros elementos. Não sou um dos adeptos porém fui bater um papo com um assinante do Spotify que me mostrou as seguintes vantagens:

Músicas, Artistas e playlists organizadas: isso diminui o tempo de nomeação ou inserção de tags nas músicas, como a capa do CD por exemplo;

Acesse de qualquer lugar: logou na conta pronto, do computador, do celular, tablet ou a plataforma que tiver acesso a internet;

Velocidade de acesso: tanto para reproduzir online quanto para efetuar o download o aplicativo possui ótimas taxas de transferência, o que não deixa o usuário rodando a procura da música ou ocioso aguardando seu download.

Sociabilidade: criar listas de reproduções ou conhecer as músicas que os outros utilizadores da rede estão usando é um recurso fantástico que começa a dar corpo a uma rede social musical.

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Listei algumas vantagens para o uso do aplicativo mesmo não ganhando nada caso você venha a contratá-lo ou não, até porque, compreendo que não se deve ter motivos para fazer o certo e é sobre isso que o aplicativo trata, sobre a legalização dos direitos de reprodução dos artistas, similar com o que acontece com o Youtube, que eu não sei se irá enriquecer os artistas como na época dos CDs, mas sei que oferece um retorno, ao contrário dos meios que os usuários estavam habituados a usar. Para o artista, a alternativa vigente na minha opinião, seria ter as músicas disponibilizadas em site próprio ou no youtube, ambos recursos que demandam todo um planejamento, que muitas vezes, o artista não está disposto a acompanhar.

Esse retorno pode ser observado de diversos formas, a primeira é que o sistema compete a uma espécie de Big Data da música, registrando a utilização e preferência dos usuários do mundo todo, recurso que tem ajudado a entender qual música faz sucesso e aonde. Além disso é possível criar playlists específicas na hora dos shows que venham atender melhor a demanda cultural daquela região. Parece simples, mas não é. A indústria musical tenta a anos resolver diversos problemas na linha multímidia e obter informação demográfica é um dos elementos trabalhosos para se obter sem os recursos online, fora isso, a plataforma segmenta e criptografa parte das músicas quando o usuário efetua o download, inibindo a capacidade de cópia do mp3.

Mas não é só ele.

Deezer, Tidal, Amazon Prime Music, Apple Music, Rhapsody, Pandora, Rdio, todos esses oferecem serviços de streaming porém cada qual com suas vantagens e desvantagens. Consideraria os seguintes elementos na hora de buscar: Biblioteca musicalRádioDesign e Iteração, Disponibilidade OfflinePreço. Sabendo disso acredito que dois elementos venham a doer no bolso do cliente: Biblioteca e Preço. Sem achar a música que o usuário quer e/ou pagar um preço muito alto por algo “que não te pertence” acaba sendo ruim, para ajudar olha essa tabelinha do Tecmundo:

Serviço
Preço (R$)
 Catálogo  Offline
 Rdio 14,90 25 milhões Sim
Deezer 14,90 30 milhões Sim
Spotify 14,90 30 milhões Sim
 TuneIn Grátis 100 milhões Não
Grooveshark R$ 11 Não especificado  Sim

Escolher qual plataforma usar é um grande desafio, sempre que dói no bolso vale apena fazer aquele test-drive no serviço e ver se ele realmente atende a sua necessidade. Curiosamente, grande parte dos produtos que listamos oferece aos utilizadores acesso a sua base de dados, ou seja, caso o usuário não faça questão de baixar a música ele pode ouvi-la online mesmo nos planos gratuitos. É a modernização do sistema de rádio e uma alternativa ao sistema Youtube que utilizamos.

Diante de tudo isso eu continuo no passa a passa de MP3, na maioria das vezes, convertidos do youtube usando ESSE SITE. Recurso novo, pensamento arcaico que tenho trabalhado para mudar. Agora, me diz você. Como você tem lidado com música atualmente?

Tadashi Suto
... pensei bastante e ainda não consegui criar uma boa biografia, mas ninguém lê o que escrevo aqui, caso você que chegou até aqui quer saber mais acesse as redes com os links abaixo, ou deixe seu comentário.