Dica de Anime: Ghost in the Shell (1995)

Máquinas adquirindo consciência nesse anime cheio de referências…

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Na preparação para assistir ao filme da Vigilante do Futuro, convenci a esposa a assistir comigo o Ghost in the Shell original. Aquela animação japonesa do ano de 1995, dirigido por Mamoru Oshii e escrito por Kazunori Itô e Masamune Shirow.

Mesmo tendo sido uma das principais inspirações para a trilogia Matrix, o anime envelheceu bastante nesses 22 anos. A história do filme se passa num futuro distante e começa quando um grupo policial tenta encontrar um hacker que rouba informações do governo, chegando até o Puppet Master, um camarada capaz de tomar o controle do cérebro eletrônico das pessoas e androides e fazer com que cometam crimes por ele.

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O anime ainda é bacana, embora tenha ficado para trás no quesito de animação e velocidade em relação aos desenhos animados modernos. ainda tem algumas cenas memoráveis, como as que a Major mergulha nua da beirada do prédio logo nos primeiros dois minutos de cena.

Confira também nossa Crítica de Ghost in the Shell – O Vigilante do Amanhã

Como mostrado no mangá, com seu corpo totalmente cibernético, Major Kusanagi transcende a ideia de Humano e sexualidade, visíveis no filme com várias sequências de nudez e cujo apelo é tudo menos erótico ou pornográfico. A principal questão que temos a respeito dela é “pode uma máquina adquirir consciência?”. A pergunta é repetida diversas vezes ao longo do desenho e continua firme e forte até os dias de hoje, ainda mais com os resultados bizarros e nefastos que todas as tentativas de criar uma inteligência artificial têm tido nas faculdades e, especialmente, no governo e militar.

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E você? O que achou de Ghost in the Shell?

Marcelo Del Debbio
Antediluviano da cultura nerd; colunista da antiga Dragão Brasil, Sedentário e Hiperativo, Sobrecarga e Teoria da Conspiração. Autor de mais de 60 titulos de RPG, Hermetismo e Alquimia. Illuminati nas horas vagas.

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