Streaming de jogos por assinatura, será que vinga?

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Quem comprou uma Smart TV tem o prazer de se deliciar com as vantagens da tecnologia sem fio e os serviços providos pela internet que hoje variam desde filmes como Netflix, até serviços como karaokê, músicas, etc.

Mais recentemente a onda é o Streaming de Games, a idéia é genial uma vez que assemelha-se aquele Pokemon jogado via Twitch, nele os jogadores digitavam os comandos e o sistema os convertia em ações no jogo. Mais basicamente, vamos pensar que você liga o aparelho de video game e/ou PC e depois? Você simplesmente o abandona por horas, isso principalmente depois que os conteúdos digitais começaram a existir, tornando quase que dispensável a mídia (fora os fãs mais assíduos, artes, panz).

A tela não, você precisa acompanhar as atualizações de frames de vídeo assim como, visualizar o que suas ações estão projetando na tela. Ganhou a fita?

  • Console: liga e desliga.
  • Tela: Atualizações constantes.
  • Controle: Comandos constantes.

Oouuukay. Chegamos a um coeficiente, vamos continuar….

Pensando em otimizar esse sistema, ora, ao invés de usar o cabo coaxial ou HDMI para transmitir as informações porque não usar uma estação remota, alocada em outro espaço e transmitir os dados de vídeo pela internet? Inicialmente o problema era a latência, o tempo levado para que o comando chegasse até a estação de jogos e retornasse para a tela do jogador. Com a melhoria nas velocidades da banda larga brasileira isso começa a se tornar uma realidade e algumas empresas já começaram a dar os primeiros passos, a começar pela Samsung:

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Os novos televisores Samsung hoje acompanham um sistema conhecido como Tizen, sabendo que as TVs Smarts dispõe de diversos serviços e recursos, na sua maioria baseado em aplicações de terceiros, foi necessário a construção de um sistema operacional que permitisse esse tipo de transmissão de mídia somada a conectividade, nesse caso, não só o Tizen está presente no mercado como também o Android TV e o WebOS. A grande dificuldade é a compatibilidade e as atualizações do serviços que a TV recebe, assim como a fabricante da TV que na maioria das vezes é o maior limitante sobre o sistema. Qualquer novo concorrente precisa não só apresentar uma interface elegante e atraente, mas também uma enorme loja de aplicativos, aqui o Tizen faz os dois.

Já tentando colocar seus parceiros para comer poeira digital, o Tizen vem com um serviço chamado GameFly, que nada mais é do que um serviço de jogos por streaming, exatamente aquela ideia que conversamos no ínicio dessa matéria. Agora, funciona?

Apesar das promessas é possível verificar pelos testes que em certos momentos ocorrem perda de qualidade entre as transições de telas, perda que esperávamos encontrar nos controles, mas que curiosiamente não há. Mesmo em jogos de corrida onde a sensibilidade do controle conta muito o jogo respondeu muito bem tornando imperceptível o fato do console estar bem longe da sua casa. Além disso, opções de controle ainda são limitadas o que pode irritar alguns jogadores.  permitir que os jogadores testem os jogos antes de comprá-lo dão umas estrelinhas ao serviço, sem contar a atualização do catálogo constante, que tende a sempre trazer novos jogos.

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Curiosamente a lista de jogos para esse ano que o serviço promete incluí bons títulos como a série Batman (Asylum, City, Origins), F.E.A.R 3 e Alan Wake. Mas nem tudo são flores, é estranho ver em uma plataforma que está tentando se inserir no mercado títulos como Grid 1, Darksiders 1, NBA 2k13, Moto GP 13 e Lego Batman 1. Jogos que já possuem continuações e que dão o ar um tanto quanto ultrapassado para a plataforma, quem nem chegou direito.

Dentro de alguns meses provavelmente com o lançamento de concorrentes a coisa vai mudar de cenário, bom para nós pois em um país onde a plataforma de entretenimento custa quase 2 mil reais, em suas versões mais simples e ainda soma-se esse valor aos preços dos jogos que custam entre R$100,00 e R$200,00. Então, vamos fazer algumas contas:

Junto com esse sistema temos o serviço GameFly, que disponibiliza em torno de 60 jogos por um valor de menos de R$ 35/mês.

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Alugando o serviço o jogador para gastar os 2 mil reais do console levaria 4 anos  e 7 meses. Período onde novas plataformas deverão ter saído tornando seu videogame defasado, recurso que não há de ocorre no serviço. Claro que o consumidor sempre poderá vender o console e usar o dinheiro para comprar um novo. Mas é uma balança que você terá que pesar.

Vimos prós e contras sobre a plataforma e eu estou começando a botar fé, querendo ou não é um recurso que vai facilitar para os menos desprovidos de verdinhas e você? O que acha da plataforma? Vai ou não?

Tadashi Suto
... pensei bastante e ainda não consegui criar uma boa biografia, mas ninguém lê o que escrevo aqui, caso você que chegou até aqui quer saber mais acesse as redes com os links abaixo, ou deixe seu comentário.
  • Eder Coser

    Tenho a assinatura do GameFly a cerca de 8 meses, em uma smartv samsung.
    Posso dizer que no início sofria com lag, atraso de som, e comandos.
    Hoje o serviço está de uma qualidade muitoo boa.
    Único quesito que impede de substituir um console é a opção de escolha de mais jogos.

    Claro a qualidade da internet é indispensável para que tudo ocorra corretamente.

  • Luan Bião

    Whellder obrigado por compartilhar sua experiência com o Shield TV e a GeForce Now aqui com a gente. Minha preocupação maior quando li essa matéria foi justamente essa questão do catálogo, como um jogo que é lançado na steam a R$200,00 estaria disponível dentro da plataforma? Impossível né. Estou ansioso para ver como eles vão reagir ao longo dos anos com isso, talvez produções próprias. Vamos ver…

    • Whellder Guelewar

      Oi Luan.

      Então, com relação ao geforce now isto já vem ocorrendo tentativas de solucionar está questão. Dentro do serviço é possível comprar alguns jogos , dentre eles the witcher 3, mad max metro 2033 redux e alguns outros ( opções pequenas de compra). A compra funciona exatamente para podera incluir estes jogos mais contemporâneos e os valores são os mesmos da steam, inclusive quando efetuado está compra, vc adquire uma Keys da steam, ou seja, se eu me desfizer do geforce now, os jogos comprados ficam comigo, há alguns jogos que saíram pro GFN inclusive junto com a steam ( the park, hard reset redux e shadwen), mas não são jogos com grande peso…

      Outra opção que a nvidia está buscando é a de ofertar kits de desenvolvimento para desenvolvedoras, ou seja, se der certo poderá haver estes exclusivos na geforce now.

      Particularmente torço para isto começar a dar certo, pois como eu disse, do ponto de vista do desempenho , GFN não me faz sentir muita falta dos consoles. Eu diria que minha experiência com o desempenho dos jogos se equipara ao do xbox one ( mas lembrando que isso varia com a conexão da Internet, a minha por exemplo é 100mb e fibra ótica )

      Mas se o desempenho agrada, no que diz respeito ao número de opções dos jogos contemporaneos para poder desfrutar tais como dos consoles modernos, aí por enquanto esquece… Talvez com o tempo, se o geforce now tiver fôlego para continuar, isso possa ocorrer, mas por hora não. .

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