O Imortal Hulk, volume 1, de Al Ewing e Joe Bennett

Editora Panini

Não sou leitor dos quadrinhos do Hulk, mas aprecio e conheço o personagem o suficiente para compreender os motivos dessa nova fase, que parece dar gás para o Gigante Esmeralda nesse flerte com o terror, onde pode morrer o homem, mas não o monstro, coisa e tal. E Al Ewing faz um bom arroz com feijão em O Imortal Hulk. Sem inovar em absolutamente nada, ele resgata elementos da mitologia do grandalhão para encaixar em capítulos isolados de sua road trip justiceira (numa vibe bem semelhante ao que ocorria na série de TV).

Por outro lado, apesar da HQ bem feitinha, não há nada aqui que me faça entender o motivo de tanto alvoroço da mídia, menos ainda as indicações ao Eisner. Sim, é evidente a paixão de Ewing com o personagem, na maneira como trabalha o lado pária de Banner e o lado assustador do Hulk… ou quase. A capa e a premissa me venderam uma monstruosidade que sai da tumba para vingar os oprimidos, mas aqui ele só intimida e dá uns tabefes. Não sei, já vi o verdão em dias piores.

O Imortal Hulk

O Imortal Hulk

E o traço do Joe Bennett, pelo menos no que dá pra ver nos extras do final de O Imortal Hulk, até são competentes para a proposta, mas algo ali, entre a arte-final do Ruy José e as cores do Paul Mounts parecem desqualificar o traço, deixá-lo padrãozinho, com cara de qualquer coisa saída dos anos 1990, assim, bem genérica mesmo. O que não danifica a obra num geral, apenas não a engrandece.

Afinal, é interessante notar o que o autor faz aqui para construir a ideia do verdadeiro vilão por trás dos “inimigos da semana”, o que até pode, quem sabe, me deixar com vontade de ler mais alguns volumes, para ver onde vai dar.

O Imortal Hulk

Nome Original: O Imortal Hulk
Autor: Al Ewing e Joe Bennett
Editora: Panini
Gênero: Quadrinhos
Ano: 2019
Número de Páginas: 128

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