Crítica: O Bebê de Bridget Jones

Bridget Jones é uma personagem criada por Helen Fielding para o livro O Diário de Bridget Jones de 1996  – transformado em filme em 2001 – e que fez muito sucesso quando foi lançado, por mostrar uma mulher mais próxima da realidade. Ela vivia uma briga eterna com a balança e se sentia “tentada” por dois homens completamente diferentes. 20 anos depois, Bridget volta em um novo filme que carece de sua característica mais peculiar: a verossimilhança.

Em O Bebê de Bridget Jones, Bridget (Renée Zellweger) é uma “quarentona” solteira, produtora de um telejornal e que agora enfrenta o dilema do envelhecimento. Após uma festa de aniversário mal sucedida, ela aceita o convite de uma amiga mais jovem para um festival de música. Lá, tem um relacionamento de apenas uma noite com Jack Qwant (Patrick Dempsey). Uma semana depois, ela reencontra seu grande amor do passado, Mark Darcy (Colin Firth) e também passa apenas uma noite com ele.

Daí pra frente, qualquer um que já tenha assistido a apenas uma comédia romântica na vida, sabe: ela ficará grávida! Não contará para nenhum deles que não sabe quem é o verdadeiro pai da criança! E passará o filme todo administrando essa situação absurda.

O problema do longa em si não é este, já que comédias românticas têm milhões de admiradores mundo afora! O que falta para a trama é a coerência do roteiro, já que a tal modernidade com que Bridget tanto briga, é retratada da mais maneira pueril possível. Ou será que você ainda escuta Gangnam Style pelas baladas de hoje em dia??

Ao mesmo tempo, a diretora Sharon Maguire – voltando a função que executou no primeiro filme da franquia – nos empurra “goela abaixo”, três cenas de desencontro com o “pseudo novo” cantor Ed Sheeran e para ter certeza que o público pegou a piada, faz as personagens repetirem o nome dele incessantemente, como se a audiência do filme acompanhasse a protagonista em sua velhice seletiva.

No mais, temos Colin Firth fazendo seu eterno papel de inglês mau humorado! Patrick Dempsey em seu eterno papel de galã quarentão! Emma Thompson “roubando a cena”, mais uma vez, com a melhor personagem do filme! E Renée Zellweger que, infelizmente, perdeu seu timing cômico, juntamente com sua expressão facial, destroçada pelas diversas plásticas, botóx e preenchimentos labiais que fez nos últimos anos.

Tirando a Emma, talvez até a sua mãe ache o filme velho…

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*Agradecimento Especial: Universal Pictures

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