Crítica: O Contador
“O Contador” é um daqueles filmes que você precisa deixar de lado qualquer tipo de verossimilhança para se divertir na frente da tela.
Dito isto, é muito agradável acompanhar a vida do garoto autista que é obrigado, pelo pai militar, a encarar todas as suas “deficiências” para que não seja oprimido pela sociedade. A narrativa quebrada, com diversas idas e voltas ao passado do protagonista, explica e mostra de maneira didática, todo o treinamento que torna um possível futuro “párea” da sociedade, em uma máquina de calcular e de matar.
Logo no início, já temos uma cena que mostra que o menino fica ensandecido quando não consegue terminar o seu quebra cabeças favorito e esta é uma dica muito clara de que, quando aquele cara crescer, nenhuma ação ficará sem um ponto final.
Em um de seus trabalhos – que em tese seria dos mais fáceis – Christian Wolff (Ben Affleck) é contratado por uma empresa de eletrônicos, para descobrir se existe algum tipo de desvio de dinheiro. Tudo vai bem, até que ele passa a ser perseguido por assassinos fortemente armados – que não tem a menor noção de quão perigoso ele é.
Não deixa de ser engraçada a forma como Affleck, interpreta esse cara que entende tudo de finanças, lutas e armas, e que mal consegue olhar nos olhos da garota que acaba salvando (Anna Kendrick). Aliás, este relacionamento esquisito entre os dois, renderia uma ótima comédia romântica!
Para balancear toda a falação e explicações que permeiam todo o longa, o diretor Gavin O’Connor caprichou na edição de som e na coreografia das lutas e tiroteios. O barulho do tiro do fuzil de longo alcance do “Contador” chega a dar aquela vibração no peito!
Lá em cima eu disse que “O Contador” era o encontro de “Uma mente brilhante” e “Identidade Bourne” e isso até certo ponto é verdade. Só é preciso ignorar parte da identidade do primeiro e muito do brilhantismo do segundo.
[c5ab_review c5_helper_title=”” c5_title=”” ]*Agradecimento Especial: Warner Bros.