Crítica: Cegonhas – A História Que Não Te Contaram

O que é uma família?

Essa é a pergunta que a nova animação da Warner Animation Group faz questão de responder, utilizando o que há de melhor em matéria de criatividade e humor!

Em “Cegonhas – A História que Não te Contaram”, as cegonhas não fazem mais as tradicionais entregas de bebês e se especializaram em distribuição de aparelhos eletrônicos. Júnior (Andy Samberg no original e dublado em português pelo ator Klebber Toledo) é uma cegonha que almeja o grande cargo de chefe da empresa Loja-da-esquina.com. Para isso, ele precisa demitir a única humana que trabalha no local, a orfã Tulipa (Katie Crown no original e dublada em português, com muita graça e inspiração pela atriz Tess Amorim), que nunca foi entregue para seus pais verdadeiros. A confusão começa de verdade, quando os dois precisam juntar forças para levar um bebê criado acidentalmente, para sua verdadeira família.

Apesar da salada que é a sinopse do filme, tudo ali funciona como uma engrenagem muito bem “azeitada”. O humor nonsense é onipresente e você pode já ir esperando as piadas mais absurdas que as mentes por trás de “Uma aventura Lego” podem criar, afinal, a dupla Phil Lord e Christopher Miller – diretores do Lego – assinam a produção executiva do longa.

Da matilha de lobos transformers, aos diálogos de casal novato em paternidade, todo o humor do longa  foi criado com extremo cuidado para deixar as crianças e seus pais extremamente satisfeitos no cinema. A figura da pomba detetive (dublado por Marco Luque) é um daqueles personagens que deveriam ganhar um filme solo já!!

E não é só no humor que o diretor e roteirista Nicholas Stoller (de “Vizinhos” e “Ressaca de Amor”) capricha em sua estréia em animações. Até por dividir a direção com o Doug Sweetland, todo o “coração” dos longas do estúdio Pixar – onde Doug dirigiu o curta-metragem animado “Presto” e trabalhou como supervisor de animação em “Carros” – foi diretamente implantado em “Cegonhas”.

E quando você acha que a animação já te deu uma aula – super bem humorada – sobre a importância de uma família, seja ela como for, eis que uma brilhante e extremamente importante cena – quase no final – vem para dar um verdadeiro “murro” nas idiocrasias e nos velhos modelos tão disseminados por mentes conservadoras desde sempre.

“Cegonhas”, além de ser a melhor animação do ano até agora, é aquele filme que te faz sorrir do começo ao fim e, de lambuja, aquece o seu duro coraçãozinho.

PS: Chegue cedo na sua sessão para não perder o curta “O Mestre”, que antecede o filme principal e é absolutamente hilário!

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*Agradecimento Muito Especial: Warner Bros. Pictures

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2 Comentários

  1. Acabei de ver o filme e acompanhar sua crítica é quase uma sobremesa para esse prato incrível. Obrigado amigo!

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