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Musicais: O Mágico de Oz, de 1939

Em Kansas, Dorothy (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrizam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-29738/

 

Baseado no livro de L. Frank Baum, a primeira vez que O Mágico de Oz chegou no teatro foi em 1902, apenas dois anos depois do livro ser publicado. Então, em 1939, O Mágico de Oz virou filme.

Em o Mágico de Oz conhecemos Dorothy (Judy Garland), que vive em uma fazenda no Kansas com seus tios e seu cachorrinho Toto. Um dia um tornado passa pela fazenda e carrega a casa com Dorothy (e Toto, claro) para uma terra distante chamada Oz. A casa aterrissa em Oz diretamente em cima da Bruxa Má do Leste e Dorothy é considerada uma heroína. Apesar disso, tudo que ela quer é voltar para casa, e para isso ela precisa encontrar com o famoso mágico de Oz.

Embora o musical tenha sido produzido depois do filme (a versão de Andrew Lloyd Webber, que é encenada até hoje, é de 2011), O Mágico de Oz é um clássico da Broadway. Talvez seja porque a história está completamente inserida no imaginário do mundo, ou porque O Mágico de Oz é para os Estados Unidos o que Alice no País das Maravilhas é para Inglaterra.

O Mágico de Oz é um conto de fada moderno, que tem um aprendizado, mas que tem espaço para falar de muitas outras coisas. A história fala sobre controle de massas, uma vez que para entrar em Oz, as pessoas precisam colocar um óculos que deixa tudo verde, e o mesmo pode ser dito do mágico, que usa todos os truques possíveis para parecer mais poderoso do que de fato é.

Dorothy e os amigos encontram o mágico.

Na sua jornada para falar com o mágico, Dorothy conhece alguns dos habitantes de Oz, como o Espatalho (Ray Bolger), que quer um cérebro, o Homem de Lata (Jack Haley) que quer um coração e o Leão covarde (Bert Lahr), que quer coragem. Todos eles se juntam para encontrarem o mágico e assim, poderem realizar os seus desejos.

Os personagens são todos bem simples e nem tem muitas camadas, mas tudo isso faz sentido dentro do gênero que a história se enquadra, um conto de fadas, que mesmo moderno, não exige personagens com muitas características.

Ao longo da jornada, cada um dos personagens demonstra o seu valor, seja ajudando em algum plano ou se colocando em perigo para salvar os amigos. O que o autor realmente quer é nos mostrar que nós não precisamos de ninguém de fora para resolver nossos problemas, todo o nosso poder já está dentro de cada um de nós.

Os sapatinhos vermelhos de Dorothy

O filme conta com músicas como Ding, Dong The Witch is Dead, If Only I Had a Brain, We´re Off To See the Wizard e claro, Over The Rainbow, que é a música mais conhecida da trilha. Também é a atuação mais famosa de Judy Garland, que tinha só 16 anos na época das filmagens e se tornaria o rosto de Dorothy para as futuras gerações.

Outra coisa muito legal do filme é que ele foi filmado tanto em preto e branco, quanto em colorido. O começo do filme, quando Dorothy ainda está no Kansas, vemos tudo em preto e branco, então, a partir do momento que ela chega em Oz, tudo automaticamente se torna colorido, primeiro porque a cor é algo extremamente importante em Oz (“Siga a estrada de tijolos amarelos”, A cidade de esmeralda, o sapatinho vermelho de Dorothy), segundo para dizer que Oz é uma terra muito mais interessante que o nosso mundo.

O Mágico de Oz foi indicado a 5 categorias no Oscar, inclusive melhor filme, mas levou apenas a estatueta de melhor trilha sonora para casa, mas é impossível negar a influência que teve no mundo todo. Existem milhões de adaptações e versões do livro, como O Mundo Fantástico de Oz, que narra uma possível volta de Dorothy a Oz, Oz: Mágico e Poderoso, que conta a história do mágico antes dele chegar a Oz e O Mágico Inesquecível, uma versão da história só com atores negros, que tem Diana Ross como Dorothy e Michael Jackson no papel do Espantalho.

Idina Menzel e Kristin Chenoweth, as primeiras (e mais famosas) bruxas de Oz, em Wicked.

Wicked, o décimo primeiro musical a mais tempo em cartaz na Broadway de Nova York é uma releitura do Mágico de Oz, baseado nos livros de Gregory Maguire e conta a história de Glinda (ou Galinda) e Elphaba, as bruxas de Oz muito antes de Dorothy colocar seus sapatinhos vermelhos na estrada de tijolos amarelos.

Um musical que se multiplicou em milhões de outras mídias, só pode ser um grande filme.

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Fernanda Cavalcanti

Formada em cinema, apaixonada por literatura, divide seu tempo livre entre ler, escrever e dançar. Gosta especialmente de terror, mas lê/assiste de tudo. Também escreve para o blog Além da Toca do Coelho.

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