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Crítica: The End of The F***ing World

Maratone antes que o mundo acabe!

Imperdível

The End of the F***ing World

Trilha sonora interessante, atuação muito convincente, sóbrio e empolgante!

The End of the F***ing World é uma série original Netflix. A sinopse disponível na Plataforma online diz: “Nesta comédia de humor negro, um adolescente psicopata e uma rebelde louca por aventuras caem na estrada em uma malfadada viagem.”

Não se deixem levar só pelo trailer, que foca no personagem de James, um garoto de 17 anos que se diz ser psicopata e que calcula metodicamente como irá cometer seu primeiro homicídio. Rapidamente conhecemos Alyssa, uma aluna nova na escola de James que vai colaborar e MUITO para que eles se aventurem pelas estradas.

Esta é uma série sobre muito mais do que o autoconhecimento, ou sobre adolescência e responsabilidades. É sobre enfrentar o mundo por conta própria, sobre confiar, sobre DESconfiar, sobre tomar decisões e seguir seus sonhos, mas principalmente sobre amadurecer.

A história é insana. Não achei nada previsível. Cada ação dos personagens traz satisfação aos rebeldes de plantão. A trilha sonora é super nostálgica. Músicas como “Laughing on the Outside” de Bernadette Carroll ou “The End of the World” da Skeeter Davis, que no fundo no fundo são beeem breguinhas, combinaram demais com a trama! Também podemos ouvir algumas músicas compostas especialmente para a série por Graham Coxon e algumas jóias raras como Superboy & Supergirl de Tullycraft e We Might be Dead Tomorrow da cantora Soko. Eu já viciei na trilha disponível no Spotify.

É até fácil de se reconhecer nos personagens, mesmo com os comportamentos estranhos que eles tem, afinal, muito (ou tudo) do que eles fazem é “tacar um f*da-se” nos problemas, coisa que todo mundo tem vontade, né?

Podemos notar conexões com a cultura pop quando lembramos que Lindsay, de Freaks and Geeks (1999), também veste um jaquetão do pai quase o tempo todo como um sinal de rebeldia adolescente. Ou pensar em toques “Tarantinescos”, como em Assassinos por Natureza (dirigido por Oliver Stone, 1994), onde um jovem casal sai por aí cometendo crimes enlouquecidamente.

A atriz que interpreta Alyssa, Jessica Barden, nós conferimos em Penny Dreadful e no filme O Lagosta. Já o ator Alex Lawther, o James, é conhecido pelo episódio Shut Up and Dance de Black Mirror e por interpretar o jovem Alan Turing em O Jogo da Imitação. Ambos já não tem mais 17 anos há uns tempos, estão com 25 e 22 anos respectivamente. Mas encaixaram muito bem nos papéis! Ah, e o sotaque deles é muito fofinho.

A série é baseada em um Comic Book de mesmo nome, o primeiro trabalho escrito e ilustrado por Charles Forsman, conhecido como o Frank Miller canhoto.

Os episódios tem de 18 a 22 minutos. Sendo 8 episódios num total de 164 minutos, ou seja, um filme de 2 horas e 44 minutos. Tirando os créditos, é quase a mesma duração de The Last Jedi, ou seja², com certeza você já assistiu filmes mais longos num dia sem reclamar. Tá esperando o que para “maratonar” essa série?

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Veri Luna

Veri Luna é fotógrafa, videomaker, formada em pedagogia e audiovisual, ama cinema, livros, comida e gatos.

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