Críticas

12 Heróis

Baseado em fatos reais

12 Heróis, que entra em cartaz no próximo dia 29, narra a história verídica do primeiro exército a chegar ao Afeganistão depois dos atentados às Torres Gêmeas, em 11 de Setembro de 2001. O protagonista da história é Micth Nelson (Chris Hemsworth), um tenente, que após se casar e ter uma filha, pediu para trabalhar apenas no escritório, mas resolve retornar ao campo de batalha quando fica sabendo dos atentados. Junto com ele estão mais 11 homens.

A história que inspirou 12 Heróis não deixa de ser interessantíssima, já que fala sobre um exército de apenas 12 homens que arriscaram suas vidas por 6 semanas no Afeganistão. Lá eles tiveram que conquistar a confiança e se unir com outros exércitos locais que também queriam derrubar o Talibã, aprender técnicas de guerra diferentes das americanas e até lutar montados em cavalos.

O filme faz uma boa contextualização, logo no começo, antes sequer de mencionar os atentados de 11 de Setembro, ele cita outros ataques provocados pelo Talibã, que não são de conhecimento geral, dando assim um panorama de tudo que aconteceu até o fatídico dia.

Diferente da maioria dos filmes de guerra, que apresenta milhares de personagens, todos vestidos iguais, esse tem um elenco um pouco reduzido e é mais fácil gravar, reconhecer e até simpatizar com os soldados. Isso dá um tom mais humano ao filme, porque o telespectador acaba torcendo para que os personagens retornem sãos e salvos para suas casas.

Chris Hemsworth e Thad Luckinbill em cena de 12 Hérois

O filme também tem bons efeitos, especialmente nas cenas de guerra que envolvem bombas. Já a fotografia é composta por cenas do Afeganistão que mostram muito deserto e muita areia, dando a quem está assistindo quase a mesma sensação de secura que os soldados estão sentindo.

O elenco tem poucos nomes famosos, se destacam Chris Hemsworth (de Os Vingadores e Thor) e Michael Shannon (de Animais Noturnos), que como sempre está muito bem. O resto do exército é composto por atores não tão famosos, mas que podem causar no telespectador a sensação de “já vi esse cara em algum lugar”. Uma curiosidade é que a esposa de Mitch no filme é interpretada por Elsa Pataky, esposa do próprio Hemsworth na vida real.

12 Heróis tenta de todas as maneiras provocar emoção em quem está assistindo, seja apelando para o patriotismo americano ou para cenas de bombardeios e tiroteios, mas infelizmente, essas são emoções que não funcionam tanto com o público brasileiro. Talvez funcione melhor nos Estados Unidos, um país ultra militarizado e super patriota. As cenas de emoção ficam mais para o lado humano da história, como a relação dos soldados e de suas famílias e a inesperada amizade de um dos soldados (Trevante Rhodes) com um menino afegão, designado a protegê-lo.

A relação do Exército Americano com o Exército local

Claro que o filme também tem um ponto de vista bem cristalino, os americanos são mostrados como heróis (como o título do longa já anuncia), enquanto muitas cenas mostram os locais como cruéis e tiranos e a guerra é retrata como uma necessidade para a segurança do mundo.

Como todo filme de guerra, 12 Heróis pode se tornar cansativo, especialmente para quem não gosta ou não está acostumado com o gênero e nas cenas de explosões é muito fácil se perder na trama. Para os amantes de filmes de guerra, por sua vez, as cenas de batalhas são um prato cheio.

12 Heróis

Não se pode negar que a história do primeiro exército a chegar no Afeganistão depois do 11 de Setembro é uma história que valha a pena ser contada, mas talvez não faça tanto sentido para o público brasileiro. O filme vale a pena para os mais interessados no assunto.

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Fernanda Cavalcanti

Formada em cinema, apaixonada por literatura, divide seu tempo livre entre ler, escrever e dançar. Gosta especialmente de terror, mas lê/assiste de tudo. Também escreve para o blog Além da Toca do Coelho.

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