Resenha dos Novos (velhos) 52
Hoje teremos uma resenha tripla de Liga da Justiça #1, #2 e #3, na qual lançaremos um olhar tão minucioso quanto descompromissado naquela que é a pedra fundamental da nova estrutura da DC Comics Pós-Relaunch.
Aqui começa a base na qual se reinicia todo Universo DC. Esta é a Liga da justiça, a maior equipe de super-heróis de todos os tempos. Mas por enquanto, para o mundo eles não passam de estranhos com superpoderes. A história começa cinco anos no passado, e é quando se dá início a Era Heroica da DC. Esses são os primeiros encontros, as primeiras batalhas, as primeiras aparições. Ninguém sabe o que esperar deles, nem eles próprios. Vemos os personagens ainda dando seus primeiros passos, um pouco mais imaturos e inseguros, cometendo erros primários de julgamento e ao mesmo tempo mergulhando de cabeça na adrenalina dos acontecimentos.
Os novos deuses de Jack Kirby inauguram a nova era de guerras espaciais na DC Comics Pós -Relaunch. São as forças de Apokolips e seu soberano Darkseid que atacam a Terra, forçando uma aliança involuntária entre alguns recentemente intitulados super-heróis. Eles mal se conhecem, e na verdade eles nem têm certeza se querem se conhecer. Mas no meio do vendaval causado pela invasão, acabam colocando-se todos na mesma arena.
A Terra está sendo invadida por criaturas misteriosas que atacam diversos pontos ao mesmo tempo, espalhando caixas de tecnologia estranha em diversos lugares diferentes, esses cubos explosivos plantados em vários pontos da cidade, desencadeiam terríveis tubos de explosões e abrem caminho para o exército de Darkseid na Terra. Seus objetivos ainda são incertos, mas suas intenções hostis ficam óbvias.

Batman como sempre é o personagem soturno e o único que realmente parece seguro de si. Pelo menos no time dos meninos, porque Diana está radiante, está em casa. Hal Jordan encontra-se no auge da sua inexperiência, contando vantagem e sendo muito dependente do anel. O Superman surpreendeu pela sua ferocidade ao atacar os demônios de Darkseid, arremessando carros e postes contra eles, mutilando e matando muitos. Algumas pessoas podem ficar escandalizados com a violência excessiva empregada por ele, mas eu não me surpreendi. Eu não vejo como ele pode ficar menos heroico só porque não pegou os demônios no colinho e ofereceu um leitinho com pera. Ele ainda é o Superman, porque ele pode fazer todas essas coisas… mas escolheu fazer o bem, ajudar as pessoas em vez de se voltar contra a humanidade. Não é assassinato quando você está salvando o mundo.

A Mulher Maravilha é uma atração à parte. Diana parece ter acabado de chegar ao mundo do Patriarcado, e tudo é uma grande novidade pra ela. Ela nunca assistiu televisão nem comeu sorvete; é a guerreira amazona em seu estado bruto, pronta para se juntar aos outros guerreiros e morrer lutando se for preciso. Com um sorriso no rosto.
Mas é claro que o rei dos mares e personagem extremamente bem sucedido do relaunch, Aquaman, não poderia ficar de fora. Ele surge de forma imponente. Ele é o novo maior herói de todos os tempos da última semana. Mas pretende ficar nesse posto por muito tempo. Ele aparece logo depois que um enorme monolito se ergue do mar, fruto das maquinações de Darkseid. Aquaman não gosta nada dessa situação e vem tirar satisfações com o povo da superfície.
Verdade seja dita, as três edições trazem histórias bem simples, então não espere mesmo um roteiro super elaborado, mas a revista é ágil e divertida, não requer nenhum esforço para compreensão nem carece de pesquisa externa para ser entendida. Não é uma obra prima literária em quadrinhos, mas é um gibi de super heróis muito bem feito, com diálogos afiados de Geoff Jonhs e os competentes desenhos de Jim Lee, que amem ou odeiem, nasceu para fazer isso.