Crítica: Punho de Ferro

Recebi recentemente o convite da galera do Vitamina Nerd para voltar a escrever resenhas e textos sobre cultura nerd, boardgames, RPGs, filmes e videogames e aqui estou. É muito bom estar de volta ao cenário geek, pois este tipo de texto estava pedindo para ser escrito e não teria como postar regularmente sobre cinema, HQs e afins no meio de um blog voltado para hermetismo, maçonaria e alquimia. Agora as palavras encontraram novamente uma casa e você poderá me acompanhar por aqui com bastante regularidade.

Para começar nossas resenhas, escolhi o novo hype da Marvel na Netflix: Punho de Ferro. Como vocês já estavam acostumados com minhas resenhas nos idos da década de 1990, eu costumo ser bem eclético e boa gente nos comentários, pois acredito que os filmes devem ser julgados pelo que eles querem vender.

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[c5ab_box c5_helper_title=”” c5_title=”” type=”alert-info” ]Explico: não faz sentido eu assistir um desenho da Barbie e falar que o desenho é uma bosta, só porque eu não gosto da Barbie… é preciso entender pra que aquele desenho foi feito e qual é o seu público alvo e, a partir daí, ver se ele entrega o que promete ou não… [/c5ab_box]

Então os desenhos da Barbie são excelentes em vender bonecas da Barbie, minha filha de 7 anos adora e com certeza quem gostar da Barbie vai se amarrar no desenho da boneca, sacaram? Pois é… não é o caso do Punho de Ferro

A Marvel tinha começado com os dois pés no peito arregaçando com o Demolidor, que estava tudo de bom na primeira temporada. Censura 18 anos, violência, pancadaria, roteiro adulto, muito sangue e tudo o que os fãs queriam receber de presente. Nota dez.

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Ai, relaxaram na segunda temporada com aquela Elektra meia-boca e sem contar que o roteiro caiu bastante, apesar deles terem segurado as pontas com o Justiceiro, que foi de longe a melhor coisa que apareceu no seriado até agora. Os fãs ficaram torcendo pelo Justiceiro, e tiveram de engolir aquela Elektra que não sabe lutar e não sabe coreografar fazendo aquele pastiche que faria a verdadeira Elektra se revirar no tumulo. Quando saiu Jéssica Jones, novamente aquele hype… o Dr. Who mandou bem demais no Homem Púrpura e salvou um seriado que estava bem abaixo do demolidor inicial, mas Ok, aparecia o Luke Cage, o hype subiu a mil e no final das contas, foi uma boa jornada…

Ai o Luke Cage deu uma boa decepcionada. Sem nenhum vilão que sustentasse a história, acabou se tornando mais um blacksploitation movie do herói negro contra os traficantes e mafiosos malvados… foi tão maçante que eu estava assistindo no episódio 10, alguém me falou do desenho Rick And Morty, eu fui ver o piloto (spoiler: melhor desenho do universo!) e simplesmente esqueci de assistir os dois últimos episódios do Luke Cage… e não fizeram a menor falta… demorou quase uma semana pra eu perceber que não tinha visto ainda o final, e foi um final bem meh…

Ai para pisar na jaca, a Marvel me lança essa porcaria de Punho de Ferro. Roteiro infantil, que parece que foi escrito por um adolescente de quinze anos, diz que é censura 18 mas não tem uma morte minimamente violenta; nem peitinho da japa eles mostram e as lutas são tão ruins que já vimos melhores nos antigos filmes dos trapalhões. O pior de tudo, que me deixa mais triste é que não dá nem pra poder falar “ah, mas fulano estava bem legal…” não, não estava… (ok, a Madame Gao rouba a cena sempre e me fez ficar torcendo para o Tentáculo, mas de resto, ninguém convencia nada ali). Chegou uma hora que eu estava assistindo só pra não perder a carteirinha de marvete.

ironfist

Assista por sua conta e risco, eu sei que você vai ignorar se eu falar pra não assistir e depois vai voltar aqui pra falar “poxa, o tio Del Debbio estava certo, era melhor ter ido ver o filme do Pelé” mas tudo bem, a vida é assim mesmo…

Resta torcer para arrumarem a mão pros próximos seriados e aceitar que nem tudo na Marvel é Doutor Estranho

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Marcelo Del Debbio

Antediluviano da cultura nerd; colunista da antiga Dragão Brasil, Sedentário e Hiperativo, Sobrecarga e Teoria da Conspiração. Autor de mais de 60 titulos de RPG, Hermetismo e Alquimia. Illuminati nas horas vagas.

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