Funny Lady, continuação de Funny Girl

Fanny Brice (Barbra Streisand) já é uma cantora famosa e reconhecida, mas sua vida pessoal não anda tão bem. Ela se divorciou de seu marido, Nick Arnstein (Omar Sharif) e embora queira voltar com ele, ele não parece tão disposto a isso.

Durante a grande depressão, ela começa a ter dificuldades de encontrar trabalho, até que conhece o compositor Billy Rose (James Caan). Funny Lady é a continuação de Funny Girl – Uma Garota Genial e é levemente inspirado na vida da cantora Fanny Brice.

Billy e Fanny
Billy e Fanny

Funny Lady

O filme apresenta Fanny Brice nos seus anos mais maduros e mostra uma grande diferença da personagem que conhecemos em Funny Girl. Se a jovem Fanny era insegura, embora certa do seu talento, a Fanny adulta já está estabelecida e mostra muito mais segurança. Ela tem uma carreira sólida como cantora e atriz. Embora a grande depressão faça com que ela comece a perder trabalhos, sua vida pessoal, por outro lado, não é mais a mesma.

Nick, seu primeiro marido, se divorciou dela e embora ela pareça ainda estar apaixonada por ele, ele parece já ter superado a relação. Fanny então, passa por momentos difíceis e um pouco mais sérios em Funny Lady. No primeiro filme, Fanny está em busca de uma oportunidade de mostrar seu talento e mesmo que ela passe por dificuldades, estas são mostradas de maneira divertida, como por exemplo, quando Fanny consegue um trabalho em um show onde ela tem que patinar, e mesmo sem saber patinar, ela entra no palco e ao invés de cair, ela só fica patinando descoordenada, atrapalhando as outras dançarinas, mas ainda assim, fazendo a plateia se divertir.

Barbra Streisand em cena do filme
Barbra Streisand em cena do filme

Em Funny Lady, no entanto, Fanny entra em contato com problemas mais realistas: a falta de emprego, a insatisfação, a vida pessoal que está deteriorando ao mesmo tempo que sua carreira ascende, entre outras coisas. Nesse sentido, Funny Lady é um filme bem mais realista do que Funny Girl, até quando fala da indústria do entretenimento, já que no primeiro filme, as conquistas de Fanny soam um pouco fantasiosas por mais talentosa que ela seja, enquanto, nesse filme, ela se vê de frente a questões um pouco mais reais, mesmo que digam respeito a uma carreira artística.

A produção

Funny Girl – Uma Garota Genial é inspirado no musical da Broadway Funny Girl; Funny Lady por sua vez, não. Ele surge como uma sequência ao primeiro filme, que ainda narra a vida de Fanny Brice, mas de maneira extremamente romantizada.

O filme Funny Lady mostra uma Fanny Brice mais madura
O filme mostra uma Fanny Brice mais madura

A produção de Funny Lady, no entanto, parece que foi feita colada ao sucesso de seu predecessor e como uma forma de ganhar mais dinheiro em cima da história. Não que seja um filme ruim, mas ele não é tão bom quanto o primeiro e é notável que não tem tanta trama. Embora Streisand ainda esteja divertida nesse filme, ela interpreta uma personagem mais derrotada e, personagens que são ótimos no primeiro filme, como Nick, ganham outras interpretações nesse segundo, o que tira um pouco da graça.

Óbvio que não existe nenhum problema em fazer uma continuação visando dinheiro, mas o que acontece na maioria das vezes é que o segundo filme costuma ser bem inferior ao primeiro e é mais ou menos isso que ocorre aqui, embora o filme não seja completamente ruim.

Omar Sharif em cena de Funny Lady
Omar Sharif em cena de Funny Lady

Aspectos técnicos de Funny Lady

Esta é uma grande produção que se sai muito bem nos seus aspectos técnicos. Os figurinos e cenários são opulentes e nos colocam dentro da época em que a trama se passa. O que acontece em Funny Lady é que ele se torna claramente mais sério do que Funny Girl, e as cores do filme também são assim. O longa é bem mais escuro na sua fotografia, figurinos e cenários, o que faz sentido já que fala de assuntos mais realistas e se apresenta quase como um musical fora do mundo fantástico onde os musicais normalmente se passam.

O filme tem boas atuações, Streisand se sai bem e canta muito bem e Caan parece disposto a preencher o lugar de Sharif, o mocinho do outro filme, que aparece pouco em Funny Lady, mas ainda faz falta. Não que Caan não se saia bem, ou que ele não tenha pinta de galã, é que o personagem de Sharif é muito marcante.

Funny Lady traz problemas mais realistas
Funny Lady traz problemas mais realistas

O roteiro de Funny Lady não é ruim, ele funciona bem e tem como intenção dar outro tom aos personagens, mas o filme perde um pouco da graça que estava presente de maneira clara no seu antecessor.

As músicas

A trilha sonora foi composta especialmente para o filme e segue a mesma linha das músicas que fazem parte de Funny Girl. Entre elas estão How Lucky Can You Get, I Found a Million Dollar Baby (in a Five and Ten Cent Store), I Got a Code in My Doze, Blind Date, Am I Blue e More Than You Know.

A trilha sonora de Funny Lady é quase toda cantada por Streisand
A trilha sonora é quase toda cantada por Streisand

O musical tem músicas interpretadas no palco, afinal Fanny é uma cantora e seu interesse romântico é um compositor, e algumas que são interpretadas fora do palco. Boa parte da trilha sonora também é dominada por Streisand, que é a estrela do filme. Caan só canta uma música (It’s Only a Paper Moon/I Like Her) e recebeu críticas em função da sua voz.

Embora não seja tão bom quanto seu antecessor, Funny Lady é um bom filme, que diverte o telespectador e apresenta uma Fanny Brice mais adulta e mais madura.

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