Quais problemas teríamos para colonizar Marte?

Após o homem pisar na Lua, meio que ficou evidente que o próximo Astro que a humanidade deverá colonizar é Marte. Marte de longe é o planeta mais “habitável” para se colonizar, entenda “habitável” como: Gravidade é inferior à nossa aqui na terra, os dias tem 30 minutos a mais do que os nossos (aquela segunda-feira que nunca acaba será exaltada), existe uma grande parcela de água nas calotas polares e dizem quem sabe no subsolo. Apesar do frio (de -120ºC à 20ºC) e da atmosfera rica em gás carbônico, será perfeitamente possível viver lá e quem sabe trabalhar… mas as coisas não são bem assim…

Sabemos que existe uma empresa Holandesa Mars One, que lançará um programa espacial de colonização a Marte sem retorno, também sabemos (recente) que uma das finalistas para integrar a equipe de colonização é uma Brasileira do estado de Rondônia, porém o que um grupo de cientistas do MIT em anúncio afirmou que os tripulantes após percorrerem 6 meses de viagem pelo espaço teriam no máximo 68 dias de vida após desembarcar em terras vermelhas. Vamos entender quais seriam os problemas que a nossa equipe desbravadora encontrará ao chegar em Marte:

  • Ar irrespirável – Os problemas descobertos surpreenderam os cientistas. A fundação planeja enviar entre 25 e 40 pessoas para viver em Marte, cultivando alimento e utilizando os recursos do planeta. As plantações seriam feitas em um ambiente fechado, junto ao complexo habitacional, mas os pesquisadores alertam que isso faria o nível de oxigênio do ar subir para níveis tóxicos. Para resolver o problema, seriam necessários equipamentos para eliminar o excesso de oxigênio sem provocar perda do nitrogênio, necessário para manter a pressão do ar adequada. Porém, a tecnologia necessária para manter o oxigênio sob controle nunca foi testada fora do nosso planeta, e aqueles testados na Terra têm grandes chances de parar de funcionar depois da decolagem. Sem um equipamento que resolva este problema, os pesquisadores estimam que a tripulação morreria por sufocamento em torno de 68 dias após o início da missão.
  • Falta d’água — A missão também sofreria com a falta d’água. Um sistema de reciclagem que transforma urina em água potável foi instalado na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em 2009. Apesar de funcionar com 90% de eficiência nos testes da Nasa, ele quebrou à bordo da ISS. No espaço, os astronautas perdem massa óssea, devido à ausência de gravidade, e expelem cálcio na urina. Depósitos dessa substância interromperam o funcionamento do sistema de reciclagem. O sistema voltou a funcionar, mas com apenas 70% da capacidade. Tendo em vista uma viagem sem previsão de retorno, um problema como esse seria fatal.
  • Longa Viagem – A viagem média entre a Terra e Marte é de seis meses, o que é podemos considerar extremamente longa;
  • Radiação em Níveis Altos – Os níveis de radiação para viagens para e de Marte são muito altos, aumentando o risco de câncer e se mulheres grávidas fossem enviadas haveria possibilidade de surgirem defeitos de nascimento;
  • Gravidade desconhecida – É desconhecido se a gravidade marciana pode suportar a vida humana por longo prazo (todas as experiências são ou em 1g ou na gravidade zero). Os pesquisadores de Medicina espacial teorizam sobre se há benefícios na saúde com aumento lento ou rápido da gravidade, do sem peso à gravidade total da Terra.

Alguns sugerem a Lua como um local mais lógico para a primeira colonização planetária, talvez a usando como uma área de passagem para futuras missões para Marte, ainda tem aqueles que se preocupam com a contaminação do planeta com a vida terrestre, como aconteceu com a Terra, principalmente após as Grandes Navegações, mas isso fica para um outro assunto certo ?

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Fonte: MIT, Mega Curioso, Veja

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