Star Wars: Episódios I, II e III

A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith

Star Wars, Episódio I: A Ameaça Fantasma

Revisando o primeiro filme da prequel, ele parece menos pior do que foi na sessão da época, com uma aventura honesta (apesar da corrida de pods ser divertida, ela ainda se estende um pouco além da conta), com curiosas aparições que indicam o futuro da saga e poucas, mas visualmente interessantes, sequências de luta entre Jedis e Siths, como na batalha final.

Todo o restante alterna entre momentos emocionais entre Qui-Gon Jinn e o pequeno Anakin, as palhaçadas à lá Pateta de Jar Jar Binks (que, realmente, mais de 20 anos depois, continuam não funcionando), e o deslumbramento de George Lucas com o CGI (precário demais para o período, ainda que funcione aqui e ali).

Ewan McGregor ainda não tem o destaque merecido, que fica para a sempre fofíssima Natalie Portman, a medida que Liam Neeson, Ray Park e Ian McDiarmid se divertem.

Star Wars: Episódio I

Star Wars, Episódio II: Ataque dos Clones

O segundo filme das prequels tem um ganho considerável quanto ao uso do CGi, por outro lado cai no quesito diálogos, com conversas que beiram a vergonha alheia (principalmente toda aquela novela mexicana entre Anakin e Amidala), mas mantém o clima de aventura e aumenta o escopo de ação e mistério (envolvendo o mandante de assassinato da senadora), que por mais simples que seja, ainda funciona na proposta.

Natalie Portman e Ian McDiarmid continuam incríveis, Ewan McGregor e Samuel L. Jackson ficam mais à vontade em seus papéis, enquanto o mestre Christopher Lee ganha holofotes próprios (principalmente na melhor cena do filme, em sua luta contra a dupla Jedi e depois com Yoda).

Hayden Christensen, por outro lado, está verdíssimo, com interpretações a nível Malhação, que jamais convencem, a não ser passar pano (como Padmé faz ao fingir que não liga que ele matou crianças de um vilarejo) e engolir em seco, justamente por sabermos de seu destino final. O cenário se expande e essa trama no meio do caminho costura bem um estágio ao outro de maneira decente e divertida.

Star Wars: Episódio II

Star Wars, Episódio III: A Vingança dos Sith

O meu filme predileto da saga mantém alguns problemas e a inocência dos dois longas anteriores (seja nos diálogos forçados de Anakin, seja nas elipses truncadas), mas é de longe o mais emocionante dos nove, justamente por enfim mostrar aquilo que todos sempre quiseram ver: o nascimento de Darth Vader e outros pormenores, como a vinda de Luke e Leia, o exílio de Yoda e Obi-Wan, a queda dos Jedi, a asceção do Império etc. As sequências de ação enchem os olhos, principalmente nas batalhas finais, com John Williams inspiradíssimo na trilha sonora.

Mesmo que Hayden Christensen não tenha evoluído tanto como ator, sua representação visual impressiona e começa a vender a ideia de um guerreiro que larga a luz para abraçar as sombras, à medida que Ewan McGregor, Samuel L. Jackson, Ian McDiarmid e principalmente Natalie Portman fazem a melhor entrega da trilogia, com emoção na medida certa, em uma história que não para para respirar, enquanto George Lucas faz o que pode para costurar toda as pontas soltas e fazer a liga com a trilogia clássica, fechando as cortinas com tragédia, tristeza e, ao seu modo, triunfo também.

Star Wars: Episódio III

Tags

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar