Critica: A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell

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Ghost in the Shell, estrelado por Scarlett  Johansson (Os Vingadores), adaptação homônima do anime de Masamune Shirow , mostrou um potencial um tanto aquém do prometido no trailer e nas divulgações até então. Contudo, não é de todo ruim.

A trama gira em torno de Major Motoko (Scarlett Johansson), uma cyber agente que atua sob o comando da agência Setor 9, e que, apesar de ser uma máquina, mantém sua essência humana – e é nesse aspecto que o longa deixa a desejar.

É visível a competência da produção em criar um ambiente futurista/caótico e cenas de batalha empolgantes (quase todas), mas falha quase que indiscutivelmente ao tentar mostrar o lado humano da protagonista; o que é crucial, já estamos falando de um modelo robótico com sentimentos, alguns traços de memória e a capacidade de questionar o que está à sua volta.

Major também conta com a ajuda de sua aliado Batou (Pilou Asbaek), uma espécie de braço direito que demonstra grande potencial participativo no inicio do filme, mas depois é totalmente descartado, se tornando meramente um coadjuvante sem muito a oferecer. Um verdadeiro desperdício.

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O filme passa a impressão de insegurança por parte dos produtores por não acreditarem no potencial amplo que tem o universo de Ghost in the Sheel, o qual certamente renderia continuações caso soubessem aproveitá-lo – mas ao invés disso, foi tomada a decisão de contar com um roteiro corrido, superficialmente explicativo sobre aspectos importantes da trama, como o passado da protagonista, até então esquecido por ela e que é o ponto dramático crucial que serviria como uma forte alavanca para causar a sensação de importância do público para com a personagem, mas que ocorre entre os limiares de “muito pouco” à “quase nada” durante todo o filme.

Muito se falou sobre a qualidade gráfica dos efeitos visuais do filme, o que se cumpre do inicio até o seu fim. A cabine foi exibida em uma sessão de IMAX, o que, nos primeiros 15 minutos causa um efeito de imersão interessante, mas que é completamente descartável durante todo o resto do filme. Como dica: caso o espectador queira economizar, assista em uma versão 3D.

Em resumo, Ghost in the Shell é mais um filme de ficção que vale a pena conferir, mas é difícil crer que alguém terá vontade de ir novamente ao cinema assistir uma segunda vez. Ao menos instiga o espectador, caso não tenha visto o anime, a conhece-lo.

 

Silvio Lelis
RPGista saudosista que acredita em uma nova ascensão do RPG de mesa em um futuro não muito distante.

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